EDUCAÇÃO É MUITO MAIS IMPORTANTE QUE CICLOVIA.

Olhando apenas para o próprio umbigo, quero dizer, olhando apenas para a Cidade de São Paulo onde vivo, acho uma tremenda perda de tempo discutir se a gestão passada da Prefeitura fez muito ou pouca ciclovia, se a gestão presente deve continuar fazendo mais ou desfazendo as que foram feitas.
Sinceramente, apesar da frágil posição de ciclista em que por muitas vezes me coloco, não sinto falta de mais ciclovias ou ciclo-faixas. Não entendo que a existência delas me trará toda confiança necessária para exercer o direito de ir e vir, com segurança, mesmo sobre uma bicicleta.

Hoje, a coisa que mais me impressiona é a falta de educação. Não só do motorista para com o ciclista ou do ciclista para com o pedestre, mas a educação fundamental, ou melhor, a falta de educação de cada indivíduo com o próximo, com a sociedade, com as instituições, com o meio ambiente e até consigo próprio.

No transito, cotidianamente, presenciamos motoristas que dirigem falando ao celular, furam fila, estacionam em fila dupla ou em vagas preferenciais, que jogam lixo pelas janelas de seus carros novou ou velhos, nacionais ou importados, pois a falta de educação não descrimina ninguém, rico, pobre, negro, branco, amarelo, católico, vegetariano, corintianos, homo ou heterossexual, todos são iguais no exercício da  falta de educação.

Portanto, mais que ciclovias ou ciclo-faixas, o que falta é educação. A solução que eu imagino ser a mais viável não ouvi de gestores ou com engenheiros de trafego, aprendi com a minha mãe: “respeitar e tratar os outros como gostaria de ser respeitado e tratado”. Se todos seguissem essa regra, com certeza muitos problemas deixariam de existir.

Acredito na solução de Espaço Compartilhado. Onde todos os usuários das vias publicam, (motoristas, ciclistas, motociclistas e pedestres), “negociassem” o uso do espaço comum com respeito mutuo. Educação de comportamento uns com os outros, ao invés de seguirem espaços confinados ou regras pré-determinadas, na grande maioria das vezes por falsos especialistas que desconhecem os problemas. Bom pedal!
MaríliAquiles