Dicas para curtir a Serra da Graciosa, Antonina, Morretes e Ilha do Mel.

Dicas para curtir a Serra da Graciosa, Antonina, Morretes e Ilha do Mel.  

Com a proximidade dos feriados de Sete de Setembro, doze de outubro e dois de novembro, que nesse ano trazem a possibilidade de fins de semanas prolongados para quem puder emendar as sextas feiras, preparamos algumas dicas para um roteiro de quatro dias de pedal e turismo, considerando a saída de São Paulo na quarta feira à noite e retornando no final do domingo.  A ideia aqui não é vender nenhum pacote de viagem e sim, passar algumas informações para que voce e seus amigos de pedal possam, de forma autônoma, planejarem da melhor forma uma pequena e divertida ciclo viagem. Depois de revisarem suas bicicletas, com especial atenção para os freios, coloquem os alforjes nos bagageiros e bom passeio. A primeira dica é juntar pouca bagagem e boa companhia, pois vocês terão que carregá-las o tempo todo pelos próximos 04 dias. Sigam para o Terminal Rodoviário do Tiete. Uma boa ideia é irem de Metrô que permite embarque de bicicletas nos dias de semana após as 20h30min. Tanto a Viação Itapemirim quanto a viação Cometa oferecem alternativas de horários para ônibus leito com destino a Curitiba. Escolha uma delas, acomodem as bicicletas lado a lado no maleiro do ônibus sem as rodas dianteiras e avise o motorista que pretendem desembarcar logo após o último pedágio antes de chegar em Curitiba.  (Trevo da Serra da Graciosa). 


A segunda dica é embarcarem próximo de meia noite, assim, quando o dia estiver nascendo, lá pelas seis da manhã, vocês estarão chegando ao Portal da Graciosa.  Bicicletas na estrada sigam pelo acostamento e logo avistarão o trevo da Serra da Graciosa. Preparem-se para curtirem aproximadamente 37 km de estrada calma em meio a um jardim de hortênsias e lindas paisagens. (aproximadamente 17 km correspondem ao trecho em declive não muito acentuado). Terminando a Serra, a dica agora é seguirem na direção de Antonina para desfrutarem da tranquilidade, do visual e arquitetura de uma das cidades mais antigas do Paraná.  Do trapiche pode se ver a Baia de Paranaguá e o canal do antigo Porto de Antonina. Ao lado estação abandonada da estrada de ferro. No período da tarde, sigam para Morretes pela margem da PR-408. Serão aproximadamente 18 km de pouco movimento e praticamente planos. Passeiem pela cidade e escolham uma pousada para pernoitarem. A quarta dica é gastronômica;  não deixem de saborear um “Barreado”, prato da culinária local a base de carne cozida, farinha de mandioca e frutos do mar. No dia seguinte, contratem um taxi que os leve até Pontal do Sul. (não vale a pena ir pedalando, são 69 km de beira de estrada movimentada). Lá, embarque rumo à Vila de Brasília na Ilha do Mel.  A travessia demora aproximadamente 40 minutos. A dica de transporte é a taxista Solange que tem um carro para 07 lugares e carreta para as bicicletas. Cel. (41) 9 9976 9149 (Morretes).
  
Chegando à Ilha do Mel, escolham uma pousada, guardem as bicicletas e saiam numa caminhada para explorar a parte povoada da ilha (Brasília, Praia do Farol, a Gruta, Encantadas, Morro do Sabão), praias e bares da região. Por se tratar da parte montanhosa da ilha, recomendo que façam esse passeio a pé. Reserve o dia seguinte para pedalar dando a volta pela orla na parte deserta e preservada da ilha, passando pela ”Fortaleza”, um antigo Forte construído pela Coroa Portuguesa. (Visite os canhões no pátio superior). Esse percurso tem aproximadamente 30 km e 95 % de preservação da natureza. A dica de segurança é se informar sobre a TÁBUA DA MARÉ, para não serem surpreendidos pela “CHEIA”. (peguem essa informação com os pescadores locais no trapiche). No final do dia voltem para Morretes.  Atenção para o horário das barcas.  Da mesma forma que vieram para a ilha poderão voltar. Combine com o Taxista o horário que ele deve buscá-los Domingo pela manhã nada melhor que uma trilha. Existe um caminho que sai da cidade na direção do cemitério, entra por um antigo engenho e te leva até a “Ponte de Arame”, a dica aqui é parar o pedal e tomar um banho de rio antes de voltar a pedalar. Última dica é retornar para Curitiba no trem que sobe a Serra da Graciosa. O Passeio é acompanhado por Monitores que narram, de forma muito agradável, a história da ferrovia. A ferrovia que hoje opera apenas o trecho de Morretes a Curitiba, no passado chegava até o Porto de Paranaguá percorrendo um total de 110 km, atravessando 13 tuneis. A obra foi um extraordinário feito da engenharia do século 19, onde sua construção, considerada impraticável por inúmeros engenheiros europeus da época, começou oficialmente em 1880 e se estendeu por mais cinco anos. O passeio de trem termina em Curitiba e a Estação Ferroviária fica ao lado da Rodoviária de onde partem os ônibus para São Paulo. Fim do passeio. Bom pedal!
MaríliAquileS