Da bike ao metrô: cidades devem pensar sistema inteligente de mobilidade

G1 - 20/10/2017 |

Qual o melhor meio de transporte dentro das cidades? Carro, metrô, ônibus, bicicleta? Isso vai depender de onde você mora. Mas uma coisa é certa, eles não precisam competir um com o outro. Eles podem (e devem) ser complementares, o que os especialistas chamam de integração entre os modais. Aí está uma tendência mundial que o Brasil precisa levar mais a sério.

O tempo gasto no trânsito é hoje um dos principais transtornos enfrentados pela população nas cidades brasileiras. Em São Paulo, a maior país, uma pesquisa realizada pelo Ibope em 2016 mostrou que os paulistanos passaram, em média, 2h58min por dia parados no trânsito, tanto no transporte público quanto nos carros. O tempo levando em conta somente o transporte público também é alto. Um levantamento do aplicativo Moovit apontou que na capital paulista as pessoas ficam, em média, 93 minutos dentro de ônibus, trens ou metrô para ir e voltar do trabalho. Em cidades europeias, como Madrid e Berlim, esse tempo cai para 61 minutos.

A situação do país em mobilidade urbana é bastante complexa. Segundo a Confederação Nacional do Transporte (CNT), nas nove principais regiões metropolitanas houve um aumento de 2,8% ao ano no número de passageiros transportados por ônibus, entre outubro de 2004 e outubro de 2014. No mesmo período, as frotas de automóveis e de motocicletas também aumentaram 6,8% e 12,2% ao ano, respectivamente.

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