De bicicleta, astronauta percorre a rodovia Transamazônica

GALILEU - FELIPE FLORESTI - 17/10/2017 |

A conferência das Nações Unidas que reuniu chefes de estado de todo mundo no Rio de Janeiro em 1992 para debater os problemas ambientais do mundo marcou a vida de Osvaldo Stella. Impactado com tudo que viu e ouviu, resolveu fazer uma investigação por conta própria. Para isso, montou em uma bicicleta e pedalou ao lado de colegas de faculdade por 2.200 km pela rodovia Transamazônica.

Desde então foi praticamente impossível se desligar da floresta. Hoje pesquisador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), ele acaba de completar sua terceira jornada pela rodovia amazônica. “Mais do que descobrir algo novo, é a possibilidade de ver a realidade mais próxima. Muita coisa a gente observa pelos dados, mas indo a gente consegue ter uma ideia mais precisa do que esses dados significam”, conta Stella.

Nessa nova jornada, Stella realizou a expedição ao lado de Paulo Montinho, pesquisador do IPAM, e de um ilustre convidado: Chris Cassidy, astronauta da Nasa. Batizada Transamazônica+25, em referência aos 25 da primeira excursão realizada, a equipe percorreu 1.170 km em 16 dias, entre as cidades de Itaituba (PA) e Humaitá (AM). Durante o trajeto, eles encontraram uma estrada diferente, mais funcional e incorporada na vida dos habitantes da região, embora siga com poucos trechos asfaltados.

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