Cartas do Rio: A revolução das bicicletas

DW Brasil - Philipp Lichterbeck - 03/01/2018 |

Eu não sei se admiro Guaraci Almeida ou se o acho um maluco. São quase oito da manhã quando ele vai para a guerra: afivela o capacete, empurra sua bicicleta para a rua – e começa a pedalar.

De Benfica, bairro no norte do Rio de Janeiro, até o centro da cidade, onde ele trabalha, são dez quilômetros. Guaraci pedala durante 40 minutos. São 40 minutos na defensiva. Contra automóveis acelerando a velocidades alucinantes e buzinas de motoristas de ônibus que o ultrapassam a uma distância de apenas 30 centímetros – a lei brasileira exige pelo menos um metro e meio.

É uma luta contra a infraestrutura deficiente para ciclistas no Rio. Na parte mais longa do trajeto, Guaraci passa pela típica selva de pedra promovida pelo planejamento de transportes brasileiro. Não há ciclovia. Não há nem mesmo uma faixa reservada para ciclistas.

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